Contos

26-04 2015

Voltar pra casa é bom

por Cris Lavratti

Crônica publicada em fevereiro/2015

-      Mãe, olha ali o bombeiro. Um dia eu vi os bombeiros apagarem o fogo com a mangueira de água.

-      É mesmo? Quando foi meu filho?

-      Um dia desses.

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26-04 2015

Londres não merece uma pessoa como a senhora

por Cris Lavratti

Conto publicado em janeiro/2015

O caso se passou durante uma dessas promoções de Natal, cujo o prêmio era uma viagem para Londres, em um dos shoppings da capital gaúcha. Certa e com objetivo, a mulher que só é delicada na aparência, mas uma leoa nas atitudes, dirigiu-se até o guichê para trocar as afamadas notas de suas últimas compras do mês pelo tal cupom a ser colocado na sedenta urna.

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26-04 2015

Hoje é dia de festa

por Cris Lavratti

Conto publicada no Natal de 2014

A cidade amanhece um tanto vazia. Mas cadê a correria de ontem, anti-ontem? A correria que bebeu o tempo todinho em um só gole? Ai que paz que se faz agora. A cidade parece fantasma. As obras pararam de tocar aquela sinfonia urbana, que arranha, que cansa.

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26-04 2015

Homens

por Cris Lavratti

Crônica publicada em dezembro/2014

Regina não tinha vocação para cuidar da casa. Provavelmente, já nascera com o cromossomo X manco, que mais parecia um Y – era o que diziam por aí! Economista, objetiva, gostava de um pôquer e ainda batia uma bolinha aos finais de semana.

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26-04 2015

Copa dos namorados

por Cris Lavratti

Crônica publicada no Dia dos Namorados de 2014, quando acontecia a Copa do Mundo de Futebol, no Brasil.

Doze de junho. Dia dos Namorados. É assim que é, desde quando essa data foi inventada. Mas neste ano, vai ser diferente. Só neste ano e não daqui pra frente, ainda bem Lulu, senão já imaginou o nó? Namoro é para ser laço, livre, leve e solto. Nó aperta demais. Namoro só aperta quando dói e só dói quando não existe entendimento ou afinidade de sentimento. Aí aperta até derramar vertentes de água salgada, que nem no mar. Mesmo assim ainda há beleza. Quando laço mais belo fica. Quando nó, criatividade.

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26-04 2015

Brasil por todos os lados

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2014

Pega ladrão! Nem era o cara, mas era negro. Foi preso. Black power, vestia camiseta preta, estava passando ali na hora errada. Correspondia a descrição, mas ninguém pediu para ver seus os documentos, e ele os tinha. Dezesseis dias na prisão, cortaram seus cabelos, tiraram a sua liberdade, mas não a sua força. Por sorte, levou só umas pauladas da polícia, não levou tiros, não foi a óbito, isso é considerado sorte no país da pilantragem. Teve sorte por ser artista e a mídia ter dado enfoque, foi solto. E se fosse mais um Zé ninguém? A mulher que o identificou incorretamente pertence a mesma mesma classe e também foi assaltada em sua paz, forçada, numa situação difícil, vai carregar a culpa para sempre. Que Deus a ajude.

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26-04 2015

A magia do Natal

por Cris Lavratti

Conto de Natal publicada em 2013

Apressada, subiu as escadarias da entrada, os pés estavam tão velozes quanto os pensamentos. Adentrou a porta principal do saguão do edifício, percebeu que o elevador ainda contava os andares de baixo para cima, até voltar, a demora seria companheira. Resolveu continuar pela escada, só mais alguns lances e pensou alto: Quem sabe assim, aprendo a subir na vida?

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