Dica publicada na minha coluna no portal Eu Tenho Visto

O livro da vez, é uma obra linda, da talentosa paulistana Betty Milan. Antes de falar do livro, vou contar um pouco sobre esta mulher incrível.

Betty, antes de tornar-se escritora, formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo e fez especialização em psicanálise na França, com ninguém menos que Jacques Lacan.

É autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro, publicadas no Brasil, na Argentina, na França e na China. Colaborou como colunista da Folha de São Paulo e da revista Veja, além de ter trabalhado no Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, na França. Em 1998, foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris, com o tema Brasil e em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional de Miami (EUA).

Tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, este ano, no lançamento do livro: Teatro Lírico. Teatro Dramático. Na Casa das Rosas, em São Paulo.

Com selo da editora Giostri, o livro além de lindo, é uma fonte de inspiração. Durante a leitura, forma-se em nossa mente o cenário, no palco do teatro, e visualizamos cena por cena,  a medida que a vamos tragando.

A obra é dividida em duas partes. De um lado o Teatro Dramático e do outro o Teatro Lírico. No primeiro ela nos presenteia com três peças: Brasileira de Paris, Adeus Doutor e Dora não pode morrer. Todas vinculadas aos dramas da sedução, nossas gavetas trancadas a cadeado, abrem-se junto com as dos personagens. Não que as vivências de comuniquem-se ou igualem-se, mas o bonito da literatura é isso. Essa capacidade de vincular, de entrelaçar experiências, do imaginário com o real e vice-versa. Acabamos sendo premiando com o tão sonhado “click”.

No Teatro Lírico, três peças se concretizam: Paixão, Paixão de Lia e O amante brasileiro. Peças já estreadas no teatro. Em Paixão, Betty Milan, a pedido da atriz Nathália Timberg, faz um contraponto entre “Os Dizeres”, capítulo do livro O Que é Amor, publicado em 1983, e os da lírica, com textos de Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa.

Paixão de Lia, romance publicado em 1994, teve adaptação para o teatro. Perturbador, ele traz a tona a mulher em uma intimidade arrebatadora, transbordando o imaginário em cinco fazes, ou votos como é chamado, como nos cinco capítulos do livro. O primeiro é o de encontrar o amante ideal, o segundo é de encontrar num bordel os simulacros do amante, o terceiro de ser cortesã, o quarto de ser lésbica e o quinto de ser mãe.

O amante brasileiro é uma peça adaptada do romance homônimo. O texto estrutura-se nas trocas de e-mails entre Clara, jornalista brasileira, e Sèbastien, professor universitário francês e tem um final surpreendente.

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Serviço:

Teatro Lírico. Teatro Dramático.

Autora: Betty Milan

Editora: Giostri

Preço de capa: R$ 42,00

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