Crônica publicada em março/2014

Nada como o carnaval! Há alguns anos, nós, brasileiros, vestimos a mesma fantasia. E o pior é que parece que gostamos dela. É nariz de palhaço, sapato de palhaço, roupa de palhaço. Até a tal “cara pintada”, que no passado foi motivo de orgulho, hoje é somente mais um adereço da hipotética fantasia que nos cabe, como nem uma outra foi capaz. Somos sim, palhaços de carteirinha. Vai um narizinho aí?

Nossa performance perante a sociedade é cômica. Levamos na cara dura a fama e rolamos na cama da corrupção como nunca. Somos massacrados diariamente com a violência, a insegurança, a falta de leitos, de escolas, de respeito. Nossos representantes, eleitos por nós, estão acostumados a banquetes que costumam acabar em pizza, mas claro, regado a muito espumante, caviar e lagosta, afinal pagamos impostos pra isso. O Maranhão que o diga!

Formação de quadrilha, só que não, é a piada da vez. Não houve formação de quadrilha no mensalão, esta foi a sentença votada no dia em que nós brasileiros, recebemos mais um soco no estômago. Daqui um pouco o povo começa a crer que nem houve mensalão. Pra que perder tempo com papo chato, temos o carnaval e logo depois a Copa. Muito melhor deixar pra lá, afinal temos Bolsa Palhaço, carro chefe do governo brasileiro. Para que ter saneamento básico na minha região, prefiro viver abaixo da linha da pobreza e ganhar mais do governo. Juro que já ouvi isso, não estou brincando.

Além de não fazer nada pelo povo, nossos representantes ainda injetam nosso dinheiro lá fora. Deve ser para sanar dívidas de campanha eleitoral. Não vejo outra explicação: o Fidelismo ajudou na camapanha dos esquerditas Ptralha com a condição de depois, injetarmos nossos trocados de volta. Acordos de gente grande. Mais Médicos ou escravos aPortados. A desforra.

Esquerdistas, de Direita, quem é quem? Quem não está corrompido? Não sei. Só tenho uma certeza, além de palhaços, somos também idiotas! Eu sou, com certeza. Idiota, tola, porque pago minhas contas em dia, não jogo lixo na rua, não roubo, não mato, não agrido ninguém, ajudo quem eu puder, seja com palavras, com força e com fé, separo meu lixo, sou cordial, amiga, sincera.

Enfim, mais uma idiota no país da impunidade e da injustiça, estou presa pelas grades da insegurança, enquanto figuras bizarras abusam do poder e se valem do direito de pisotear cidadãos de bem, numa DEMOCRACIA hipócrita e censurada por uma corja de políticos corruptos inalcansáveis. Somos idiotas em um país sem ética, sem leis que se apliquem aos poderosos, sem dono e, claro, sem povo. Afinal, no país do carnaval! Eles vão a forra e nós seremos enterrados na quarta-feira de cinzas! Nós, os palhaços idiotas!

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