26-04 2015

No amor pode tudo

por Cris Lavratti

Crônica publicada em maio/2014

Esta semana aconteceu uma coisa muito engraçada. Um amigo e leitor querido veio me mostrar uma mensagem no celular, que ele mesmo tinha enviado. Eu li e falei, eu conheço essa frase, é um trecho de uma das minhas crônicas. E ele respondeu que sim, que usa para conquistar as gatinhas. Lógico, que rimos muito da situação. Ele ainda completou afirmando que se utiliza da profundidade de algumas das minhas crônicas, bem como de outros cronistas que ensaiam sobre o amor, para chegar ao coração da amada.

Confesso que me senti lisonjeada.

Alguns falaram que era plágio, que aquelas palavras não tinham saído dele e que, portanto, não era uma atitude bacana, nem comigo e nem com a menina. Eu não concordo e venho aqui dar as minhas razões.

Muitas vezes, quando estamos lendo algum livro, um romance ou alguma crônica no jornal e na internet, vivenciamos a sensação de que aquelas palavras descreviam exatamente um sentimento. Muitas pessoas não conseguem exprimir em palavras o que estão de fato sentindo e por que não pegar emprestado algum pensamento que cabe direitinho naquela hora.

Coisas da vida!

Claro, no momento que compartilhamos algo assim na rede social, num blog, num livro, é idôneo acrescentar o autoral. Nada mais chato que ver por aí nossas palavras assinadas por outros. Mas no amor, é divinamente perdoado se “adonar” daquilo que também pulsa no nosso coração.

Daí, podemos citar os seresteiros, os compositores. Quantas vezes não enviamos mensagens ou cartas em notas musicais para o deleite do amado. Eu mesma abuso desses artifícios, acho romântico e um tanto poético.

Afinal, a serviço do amor, pode tudo.

Eu, particularmente, não me importo. Até gosto de ver que de alguma forma estou servindo de inspiração para casais apaixonados, para pedidos de namoro, para leituras ao pé do ouvido e para mensagens via Whatsapp ou SMS.

Deixo aos amantes do amor a minha gratidão e declaro que nesse assunto, podem abusar das letras desta autora aqui. Voilà!

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