25-05 2018

Primeiras vezes…

por Cris Lavratti

Em agosto do ano passado, comecei a viver uma história especial. Na verdade duas histórias especiais. Fui convidada a integrar o grupo da Comissão Social da Festa da Uva 2019. Eu, que sou de Porto Alegre e moro em Caxias do Sul a apenas 5 anos, me senti honrada com o convite. Até então, não havia tido uma relação tão próxima com a Festa e tudo que ela representa, mas decidi abraçar a causa e a cidade que me recebeu com tanto carinho desde o princípio.Seria a minha primeira vez na Festa Nacional da Uva, comandada pela primeira vez por uma mulher, que escolheu, pela primeira vez, um grupo só de mulheres para fazer parte da Comissão Social, responsável por cuidar da preparação das candidatas para o dia da escolha. Num pré-concurso que pela primeira vez, teria duração de seis meses, nos outros anos o período era bem menor. Com tantas primeiras vezes, ainda descobri que estava grávida. Grávida pela segunda vez, porém de uma menina, que carinhosamente foi apelidada de Uvinha por toda a equipe. Durante as inscrições, mais uma primeira vez: a candidata Jessica Carolina Lolas Felten foi a primeira a representar a inclusão social na Festa!

Encaramos o trabalho de frente, eu e minha barriga. Claro, não pude contribuir com tanto afinco durante os mais de 80 encontros com as candidatas, que ao longo do período tornaram-se Embaixatrizes, pois a minha situação não permitia, principalmente nos passeios pelos distritos, sempre muito animados e com grande ensejo cultural. Queria muito ter estado presente!
Foi um período realmente incrível. Conheci pessoas extraordinárias, fiz amizades que tenho certeza ficarão para sempre, aprendi muito, vivi experiências únicas, compartilhei decisões importantes, abasteci minha alma do novo e hoje sou uma pessoa muito melhor em todos os sentidos.
Agora, posso dizer que sei o significado da frase: “Uma vez Festa da Uva, sempre Festa da Uva”.
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Lá no princípio, a Comissão Social, foi fisgada pelo ideal do resgate, das raízes de um povo que trilhou um caminho árduo, difícil, mas que sabia como comemorar cada vitória. Os imigrantes italianos fizeram história e deixaram um legado imaterial maravilhoso, além do material. Fomos fisgadas pelo resgate da comunidade, do colono, das cidades vizinhas vibrando em uma só voz, reconhecendo o valor de cada uma e convidando todas à fazer parte de uma bela jornada.
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E agora, nesta última semana, vivemos a coroação desse lindo trabalho. Na terça passada, tivemos uma vivencia extraordinária de encerramento com toda a Comissão Social, a Presidente da Festa da Uva e as Embaixatrizes. Fomos do amor, que nos levou a mergulhar nesse universo, à gratidão que pulsa forte em nossos corações.
Na sexta-feira, conhecemos os nomes dos jurados e os próprios jurados, que conduziram com harmonia a difícil decisão de escolher três, entre as dezessete Embaixatrizes, para representar a nossa Festa.
Sábado, o grande dia! Evento impecável, organizado pela Comissão Comunitária e diretoria da Festa, que só recebeu elogios. Essa noite ficará gravada na história como uma das mais especiais da minha vida. A emoção foi contagiante e única. Muitas lagrimas lavaram meu rosto. Uma felicidade, misturada com uma ansiedade ímpar. A vontade de abraçar todas aquelas meninas era gigante. Todas mereciam estar ali, cada uma com suas qualidades especiais.

A idoneidade do corpo de jurados, nos deixou de alma lavada! Lá no início de tudo, quando nos propomos a fazer parte desse projeto, levantamos essa bandeira veementemente e no entardecer desta jornada, saímos de alma lavada, com a certeza de que tudo saiu como desejávamos e isso não tem preço. É de um valor imensurável!

Obrigada Caxias do Sul. Obrigada Sandra Randon e Magda Torresini. Obrigada Aline, Kellen, Giorgia, Ilda, Jana, Fernanda Crosa, Fernanda Yukimitsu, Fabrícia e Fátima por cada pedacinho de céu que ganhei nesse caminho.

Viva a Festa da Uva. “Viva una bela giornada”.

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