02-03 2018

Quem é quem?

por Cris Lavratti

Perceber o que uma pessoa traz na alma, vai muito além de atitudes superficiais. Por mais que atitude seja ação, existe um abismo entre o que esta ação mostra e o que de fato se guarda do lado de dentro.

Características mensuráveis, como pontualidade, vestir-se adequadamente, ter habilidades culinárias, não mostram, de fato, quem somos de verdade. Claro, no mundo empresarial, num primeiro momento, conseguimos captar aquilo que salta aos olhos. Depois, numa conversa ou entrevista de emprego, podemos perceber outras características ou habilidades. Mas é somente no dia a dia, na convivência, que conhecemos as pessoas, como elas realmente são.

Na vida pessoal, também, a primeira impressão é visual. Depois, aos poucos, vamos alcançando o que cada um traz no olhar, nas intenções. Em alguns casos, pescamos rapidamente a realidade, já em outros é preciso tempo.

Tem gente, tão transparente, que fica fácil mergulhar numa bela amizade.

Tem gente, que esconde quem é, para conquistar confiança. São aquelas famosas máscaras. O lado bom, é que as máscaras sempre caem, uma hora ou outra, e por traz das aparências, descobrimos o veneno.

Tem gente que num primeiro momento pode causar estranheza, mas ao logo dos dias, revela harmonia, aconchego.

Na verdade, tem gente de todo o tipo. Mas o que me assusta, é que mesmo depois de as máscaras caírem, o outro ainda valorizar as tais características mensuráveis, como sendo ponto positivo, diante até, de algumas iniquidades.

Que conclusão tomar disso tudo? Talvez, reciprocidade? Um se reconhecer no outro e pelas qualidades acaba que por tentar vestir o mesmo véu?

Sempre vale a reflexão. Principalmente, para aqueles que não tem maldade no coração e recebem a vida de braços abertos. Refletir, aceitar e perdoar, para não correr o risco de se contaminar com as injustiças que permeiam o mundo. Atenção sim, receios não!

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