Brasil

26-04 2015

Sacrifício é destituir o direito a liberdade

por Cris Lavratti

Após séculos de dor, sofrimento e angustia de um povo que foi arrancado de seus lares, de suas famílias, de sua terra. Após a imposição de um trabalho escravo, de uma nova religião, de uma vida sem futuro. Após a não liberdade deliberada e as tamanhas mazelas. Em pleno século XXI, ainda existem pessoas que insistem em levantar a bandeira do preconceito, da antipatia e da arrogância.

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26-04 2015

Toma lá, da cá. O Brasil de agora

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2015

Quinze de março de dois mil e quinze. O dia em que a democracia foi comemorada. O domingo onde os tais coxinhas da elite branca, como são chamados carinhosamente por aqueles que estão do lado do governo, mas que na verdade são negros, amarelos, brancos, assalariados, empresários, heterossexuais, homossexuais, pobres, classe-média, ricos – uma gente que pulsa na diversidade – e que foi às ruas protestar a favor de uma reforma política, a favor de um país sem corrupção, um país, onde o dinheiro dos impostos, altíssimo por sinal, seja destinado a educação, a saúde e a segurança de todos – e não mais aos bolsos e mamadeiras destes que esvaziam os cofres públicos.

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26-04 2015

Nossa paz foi roubada

por Cris Lavratti

Crônica publicada em janeiro/2015

Quando fazemos uma escolha, assumimos o risco, ou deveríamos assumir, sejam elas boas ou más. Assumir o risco está diretamente ligado com a escolha, o risco pode ser grande ou mínimo, pode ser para elevar, voar alto ou simplesmente, nos levar direto ao fundo do poço. Ficou claro? A vida é feita disso, diariamente. Desde o momento em que abrimos os olhos até o último pestanejar antes de dormir.

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26-04 2015

Brasil por todos os lados

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2014

Pega ladrão! Nem era o cara, mas era negro. Foi preso. Black power, vestia camiseta preta, estava passando ali na hora errada. Correspondia a descrição, mas ninguém pediu para ver seus os documentos, e ele os tinha. Dezesseis dias na prisão, cortaram seus cabelos, tiraram a sua liberdade, mas não a sua força. Por sorte, levou só umas pauladas da polícia, não levou tiros, não foi a óbito, isso é considerado sorte no país da pilantragem. Teve sorte por ser artista e a mídia ter dado enfoque, foi solto. E se fosse mais um Zé ninguém? A mulher que o identificou incorretamente pertence a mesma mesma classe e também foi assaltada em sua paz, forçada, numa situação difícil, vai carregar a culpa para sempre. Que Deus a ajude.

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26-04 2015

Nariz de palhaço. Quem vai querer? Mulher bonita não paga, mas também não leva!

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2014

Nada como o carnaval! Há alguns anos, nós, brasileiros, vestimos a mesma fantasia. E o pior é que parece que gostamos dela. É nariz de palhaço, sapato de palhaço, roupa de palhaço. Até a tal “cara pintada”, que no passado foi motivo de orgulho, hoje é somente mais um adereço da hipotética fantasia que nos cabe, como nem uma outra foi capaz. Somos sim, palhaços de carteirinha. Vai um narizinho aí?

Nossa performance perante a sociedade é cômica. Levamos na cara dura a fama e rolamos na cama da corrupção como nunca. Somos massacrados diariamente com a violência, a insegurança, a falta de leitos, de escolas, de respeito. Nossos representantes, eleitos por nós, estão acostumados a banquetes que costumam acabar em pizza, mas claro, regado a muito espumante, caviar e lagosta, afinal pagamos impostos pra isso. O Maranhão que o diga!

Formação de quadrilha, só que não, é a piada da vez. Não houve formação de quadrilha no mensalão, esta foi a sentença votada no dia em que nós brasileiros, recebemos mais um soco no estômago. Daqui um pouco o povo começa a crer que nem houve mensalão. Pra que perder tempo com papo chato, temos o carnaval e logo depois a Copa. Muito melhor deixar pra lá, afinal temos Bolsa Palhaço, carro chefe do governo brasileiro. Para que ter saneamento básico na minha região, prefiro viver abaixo da linha da pobreza e ganhar mais do governo. Juro que já ouvi isso, não estou brincando.

Além de não fazer nada pelo povo, nossos representantes ainda injetam nosso dinheiro lá fora. Deve ser para sanar dívidas de campanha eleitoral. Não vejo outra explicação: o Fidelismo ajudou na camapanha dos esquerditas Ptralha com a condição de depois, injetarmos nossos trocados de volta. Acordos de gente grande. Mais Médicos ou escravos aPortados. A desforra.

Esquerdistas, de Direita, quem é quem? Quem não está corrompido? Não sei. Só tenho uma certeza, além de palhaços, somos também idiotas! Eu sou, com certeza. Idiota, tola, porque pago minhas contas em dia, não jogo lixo na rua, não roubo, não mato, não agrido ninguém, ajudo quem eu puder, seja com palavras, com força e com fé, separo meu lixo, sou cordial, amiga, sincera.

Enfim, mais uma idiota no país da impunidade e da injustiça, estou presa pelas grades da insegurança, enquanto figuras bizarras abusam do poder e se valem do direito de pisotear cidadãos de bem, numa DEMOCRACIA hipócrita e censurada por uma corja de políticos corruptos inalcansáveis. Somos idiotas em um país sem ética, sem leis que se apliquem aos poderosos, sem dono e, claro, sem povo. Afinal, no país do carnaval! Eles vão a forra e nós seremos enterrados na quarta-feira de cinzas! Nós, os palhaços idiotas!

26-04 2015

Qual é a tua pilantragem?

por Cris Lavratti

Crônica publicada em fevereiro/2014

O Brasil é o país da pilantragem. A escola do brasileiro é a pilantragem, a malandragem, a roubalheira. Somos o país da inversão tacada de valores. Quando o marginal é “tadinho” porque teve uma infância “tadinha”. Uma ova! Já passamos a mão na cabeça do corrupto quando ele nasce. E o “riquinho” que não teve uma infância difícil como o “tadinho”, mas arcou com as paradas da facilidade, da falta de carinho e orientação. Não estou aqui para generalizar, acredito que tem gente muito boa no meu país, mas que tá complicado isso tá.

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26-04 2015

O Brasil é o país dos brasileiros

por Cris Lavratti

Crônica publicada em janeiro/2014

Comoção. O Brasil me comove, me magoa, me faz chorar, me revolta. Sinto aqui dentro uma mistura de tantos sentimentos que muitas vezes nem sei explicar. Este país me preocupa, me chateia, me deixa louca.

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