Crônica

30-01 2017

Sobre os quereres…

por Cris Lavratti

Tão grande é a força que sublima nossos maiores quereres, que postamo-nos de pés firmes diante de nossas vontades. E arrebatados pelo objetivo, acabamos não percebendo as nuances do depois.

Cair em si? Não. Pois estamos fixos. Arregalados. Braços cansados. Costas largas. Afinal, remamos e remamos num oceano azul e cheio de obstáculos, com tubarões e moreias. Mas também com sereias e golfinhos para acalentar a jornada.

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20-01 2017

Nossa vida. Nossas escolhas.

por Cris Lavratti

Morremos diariamente, mas quando os primeiros raios de sol surgem no horizonte, o sopro da vida nos coloca de pé. E a cada abrir de olhos, a inteireza do mundo se apresenta e com ela, todos as possibilidades.

Nossas escolhas determinam nossos caminhos. Nada mais e nada menos. Não somos forçados, somos a soma de nossas atitudes, de nossas palavras, de nossas ações.

Mesmo que flua, que trave, mesmo que seja em decorrência de passos alheios, que seja sob a espada de nossos medos ou sob o perfume de nossas vitórias ou até sobre o muro das incertezas, culminamos em nossa vontade, não adianta correr.

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25-11 2016

O mundo precisa de amor

por Cris Lavratti

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”

Eu começo o texto de hoje com essa frase do Nelson Mandela. Uma frase cheia de significado. Uma frase que carrega em cada palavra um grande ensinamento, o ensinamento do verbo amar. Não basta repudiar o preconceito e indeferir palavras e atitudes de ódio que acabam por si só igualando o estopim. Mas sim, ter a noção de que esses conceitos arraigados na pobreza de conhecimento, são o reflexo de uma humanidade doente. Doente por séculos e que precisa urgentemente acordar deste estado de falência. Senão, o amanhã, cada vez mas, ficará comprometido.

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04-10 2016

Carta para uma mãe de primeira viagem

por Cris Lavratti

Minha linda!

Respira fundo e fica tranquila. Agora é o momento de vocês. Vive isso com toda a delicadeza e carinho. Não te cobra. Tu é o sol e as estrelas dele. Ele te ama e precisa do teu colo. Dá…. Simplesmente dá… Doa e vive esse agora como um presente.

Eu sei que o início é uma paulada, ficamos sem dormir, descabeladas,  com olheiras, cansadas, ainda mais se o parto for cesariana, as dores da cirurgia pesam mais para algumas mulheres que para outras e tudo se complica. Mas fecha os olhos e tenha a certeza que isso passa, essas dores em alguns dias despedem-se e aguentar o tranco vai ficando mais fácil, além do que, a gente se acostuma.

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04-10 2016

Qual a minha prateleira?

por Cris Lavratti

Para quem não sabe, a vida de quem escreve pode ser cheia de ansiosas interrogações e as letras acabam por ser o rivotril que põem um fim momentâneo a esta ansiedade perene.

Pois bem, por esses dias, eu e minha cunhada desenrolamos devaneios coloquiais na busca de caminhos acerca dos meus percalços escritos e ela, certeira, me disse que meus livros deveriam estar na seção de autoajuda das livrarias.

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09-06 2016

“Cultura do estupro?”

por Cris Lavratti

Ao longo desses dias, as redes sociais, os jornais e os assuntos giraram em torno do caso da menina de 16 anos que foi violentada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Revoltante. Triste. Desesperador. Assustador. Nojento. Muitos sentimentos juntos e misturados brotaram nos corações de todos nós com essa notícia abominável.

Independente se 30 ou se 1, uma profunda repulsa se fez presente. Mas 33 é um número realmente apavorante. E o pior é pensar que ao redor do mundo, milhares de mulheres e crianças são violentadas diariamente. E que em alguns governos da África, Oriente e em alguns lugares da Europa e da Ásia a violência contra a mulher não é vista como crime. Dados de 2012, comprovam que a cada 27 segundos uma mulher é estuprada na Africa do Sul.

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24-06 2015

Aos olhos da natureza

por Cris Lavratti

Crônica para o Portal Eu Tenho Visto

Para germinar, a planta precisa de adubo, de uma terra boa e fértil. Algumas precisam de mais água, outras, de quase nenhuma. Umas, gostam de luz, já outras, se acomodam na sombra. Cada uma a seu jeito, a sua maneira. Assim como os animais e nós, os seres humanos.

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