tempo

26-04 2015

O tempo não acabou

por Cris Lavratti

O que é o tempo? Um segundo, um minuto, um século? O que é a eternidade perdida, onde começa o infinito, onde termina a vida? A inquietação que permeia nossos sentidos nos faz crer que uma força maior que tudo, rege este universo de cores, este planeta de amores. O mesmo sol que ilumina os cruéis, aquece o coração dos justos. Da mesma terra que brota a erva daninha, nasce o alimento de todo o dia.

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26-04 2015

A do vizinho é mais verde

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2015

Que tal falar do umbigo alheio? Sim, pois do meu nem pensar! “Olha ali aquela senhora, jura que tem vinte anos a menos e continua tirando proveito da minissaia. Pobre Mary Quant.” “Inconcebível aturar esse casal do andar de cima proferindo gemidos ensurdecedores antes das sete da manhã. Chama o síndico.” “Ela devia guardar todo aquele excesso de gostosura numa calça 54 e não nesta oito números a menos. Um colírio, por favor.” “Mira aquela criança se atirando no chão e chorando incansavelmente, não se faz mais pais como antes, falta-lhes voz ativa….”

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26-04 2015

É tempo de viver

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2015

Vida, além da vida. Além de mim e de ti. Além daqueles que pairam, que sucumbem, que impedem. Vida além da ilusão e até mesmo da realidade. Fugaz. Traiçoeira. Livre. Vida para que te quero. Para o deleite. Para o presente. Vida de filha, de mãe, de mulher. Vida de família, de dama de vagabundo.

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26-04 2015

Helios e Selene

por Cris Lavratti

Crônica publicada no livro Santa Sede – Crônicas de Botequim – Safra 2012

Nasci no meio do dia. Eram exatas doze horas e quinze minutos. Sou manhã e luar. Calor e frio. Permaneço em mim e evoco as horas a meu favor. Transformo aquilo que fui, em algo bom. No correr da vida, planto. Entrego-me à colheita e deixo o tempo fluir.

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26-04 2015

Quem faz o tempo é você

por Cris Lavratti

Crônica publicada em dezembro/2014

“Não existe tempo velho, nem tempo novo. O tempo é sempre o mesmo, pois é a eternidade”. Esta frase me impressionou. Nós costumamos balbuciar qualquer coisa sobre nossa infância dizendo… Ah como eram bons os velhos tempos, até tem um programa de rádio com o slogan: Os velhos tempos estão de volta. Ou quando criamos expectativa sobre algo novo, pensamos: novos tempos estão chegando. Mas a grande verdade está nas entrelinhas deste pensamento, o tempo é sempre o mesmo, porque o que muda na verdade é a forma como decidimos fazer uso dele.

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26-04 2015

Labirinto em mim

por Cris Lavratti

Crônica publicada em julho/2014

Um vazio sem igual tomou conta de mim. Estou pairando entre um espaço de tempo e outro, sem achar o meu lugar. Me pergunto, qual o valor do tempo afinal, e abro o livro de Mitch Albom, O Guardião do Tempo, nele, percebo que o personagem fictício Dhor, que criou o tempo, que começou a contar os dias, as horas, os meses e os anos, estava tão aficcionado por aquilo que acabou deixando de viver tantos momentos felizes, momentos de se perder em um abraço, momentos de se perder em sorrisos e até em lágrimas, que quando se deu conta de sua imortalidade, acabou sozinho ouvindo os lamentos de toda a humanidade, que perdida neste mesmo espaço que me encontro, pedia mais tempo, pedia para o tempo correr, ou para que andasse devagar, pedia estarrecida pelo tempo que não ia chegar e pelo tempo que já passou e esquecia o tempo que está acontecendo agora, neste momento.

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26-04 2015

Tum-tum. Desembarque marcado

por Cris Lavratti

Crônica publicada em junho/2013

Tum-tum. Os ponteiros do relógio. Tum-tum. Meu coração descompassado. Tum-tum. É hora da missa. Tum-tum. O sino começou a tocar. Tum-tum. Carros afobados no engarrafamento. Tum-tum. Uma mensagem no celular. Tum-tum. O paciente na U.T.I. Tum-tum. Os teclados do computador. Tum-tum. A campainha tocou. Tum-tum. Embarque imediato.

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