26-04 2015

Toma lá, da cá. O Brasil de agora

por Cris Lavratti

Crônica publicada em março/2015

Quinze de março de dois mil e quinze. O dia em que a democracia foi comemorada. O domingo onde os tais coxinhas da elite branca, como são chamados carinhosamente por aqueles que estão do lado do governo, mas que na verdade são negros, amarelos, brancos, assalariados, empresários, heterossexuais, homossexuais, pobres, classe-média, ricos – uma gente que pulsa na diversidade – e que foi às ruas protestar a favor de uma reforma política, a favor de um país sem corrupção, um país, onde o dinheiro dos impostos, altíssimo por sinal, seja destinado a educação, a saúde e a segurança de todos – e não mais aos bolsos e mamadeiras destes que esvaziam os cofres públicos.

Um dia consagrado, onde os trabalhadores, cansados de tanta roubalheira, reuniram-se pacificamente com um único interesse: o coletivo, porque ainda têm esperanças em um país melhor para se viver, um país melhor para os filhos e netos.

Desqualificar este protesto histórico, afirmando que aquilo pelo que clamamos é o tal golpe militar (algo que foi levantado por uma minoria) e não, reforma política. Dizer que estes movimentos são um golpe contra os pobres, contra os projetos sociais e não, a luta por um Brasil mais digno, é de fato mais que um absurdo, é triste. Os brasileiros que ali estavam, trabalhadores, que sustentam toda essa corrupção que acontece desde que mundo é mundo, estavam sem bandeira política, a bandeira levantada por toda gente, era a brasileira.

 A corrupção não começou com o PT! Nós não somos ignorantes da situação que se perpetra desde sempre. Mas hoje, é há 12 anos, o PT está no poder, o PT está no comando e o que percebemos é toda essa roubalheira, nunca antes vista na história do país.

 Para esclarecer, antes que me rotulem: quando foi pedido o impeachment para Collor, não eram só PTistas que estavam lá, éramos todos nós, os BRASILEIROS!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *