A Martha Medeiros acertou na dose!

Crônica publicada no portal Eu tenho Visto.

A crônica da Martha Medeiros, na Zero Hora de Hoje, me pegou de jeito. “Eu não sou assim” diz muito de como deveríamos ser. É aquela velha história de quem nos tornamos em determinadas situações e como acabamos reagindo aos reveses da vida.

Muitas vezes, no meio do conflito, nos damos conta de que não somos daquele jeito, mas insistimos na atitude para tentar, ao menos, fazer com o que o outro nos compreenda. Em outros casos, ela cita os momentos em que temos que vestir sorrisos, caras e bocas, em ocasiões e assuntos que não temos o menor interesse, somente para satisfazer aos demais.

Acabamos não sendo nós por longos períodos. E a Matha adverte: “Pegue sua bolsa e tome o rumo de casa sempre que estiver escutando de si mesma: Eu não sou assim” – o texto segue abaixo para que você possa ler na íntegra.

Eu ouso dizer que nessa intempérie em que nos metemos, muitas vezes acabamos realmente esquecendo de nós. Acabamos, por força do meio, das atitudes alheias e até da nossa vontade de não discutir, explodindo. Pois, entre tantas incertezas, perdemos o norte e nessa maré revolta, nos sentimos obrigados a impor nosso ponto de vista, não de forma firme, mas histérica.

As neuroses ganham força e sai da frente. Saímos de nós, mostramos uma face a qual nem mesmo conhecíamos. Aqui, entra bem a reflexão da Martha. Nessa hora, se aquela vozinha interna der o alerta do “Eu não sou assim”, beleza. Tente olhar a situação de fora. Olhe-se no espelho. Se não tiver gostando do que vê, recue. Não passe por cima de você, porque certamente isso não te fará bem.

Por outro lado, tem casos em que não conseguimos ter esse momento de lucidez e nos afundamos cada vez mais, até chegar o momento de não nos reconhecermos de fato. Nessa hora, o que fazer?

Ou acabamos descobrindo que somos realmente assim, ou alguém, vai nos dar o alerta e acredite, ele virá. Justamente, porque estamos indo contra a nossa conduta, contra aquilo que os outros reconhecem em nós. É uma questão de semente. O que semeamos uma vida inteira, é o que vai nos salvar em momentos de crise.

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