06-05 2016

Bela, recatada e do lar? Papo de mulher.

por Cris Lavratti

Há cerca de um mês, na casa de uma amiga pra lá de especial, num daqueles papos de mulher, ela me contou que estava saindo com um cara que estava passando por uma fase de transição: da vida de casado para a de solteiro, mudando de emprego, enfim, tudo novo de novo, então optaram por programas mais em casa,  para não gastar muita grana.

Eles tinham aproveitado o sábado anterior ao nosso papo na casa dela e tinha sido maravilhoso. Só que no final da conversa, ela, com uma expressão desapontada, me diz que passou o dia inteiro de cara lavada e com um vestidão daqueles bem confortáveis. E se dá conta de que deveria ter se arrumado mais, afinal cara novo na área.

Na hora, desconsiderei e respondi que não precisava se preocupar com isso. Que ela é linda de qualquer jeito e que ele tinha que gostar dela tanto despretensiosa como arrumada. Pois nem sempre na vida estamos de salto 15, muitas vezes uma rasteirinha cai bem e nos faz sentir melhor.

Só que essa conversa ficou martelando na minha cabeça. E agora, quase trinta dias depois, estou aqui a escrever sobre ela.

Comecei a pensar em como sou com meu marido. Nesse tempo em que estamos juntos, conto nos dedos as vezes em que ele chegou em casa no fim do dia e eu estava mais “confortável”. E olha que a tendência para quem trabalha em casa, que é o meu caso, é ficar mais à vontade. Inclusive, têm pesquisas que falam a respeito e ainda afirmam que essa facilidade pode atrapalhar até mesmo o desempenho profissional.

Mesmo assim, eu sempre me arrumo, mas confesso que costumo ficar de pé no chão, no final do dia, coloco um salto e espero meu maridinho chegar. Pode parecer clichê, machista, seja o que for e isso não me faz ser menos eu, nem menos mulher com M maiúsculo. Quem me conhece sabe que escrevo muito para as mulheres e levanto a bandeira da liberdade de sermos autênticas, sem dramas.

Por outro lado, não moro sozinha. Tem mais uma pessoa na jogada. Casei por amor e isso também é regar essa flor de convivência todos os dias. Temos um filho com três meses e nem assim, me descuidei. Gosto de dar aquele tapa no visual com uma boa maquiagem, uma bela lingerie e uma roupa bacana. Afinal, manter-se atraente também é uma opção e esse movimento faz um bem enorme para o casal.

Homens, não pensem que com vocês é diferente. A vida é espelho, então deve ser recíproco. No fim das contas, todos ganham. E para deixar claro, aquele dia em que realmente temos a necessidade de ficar em casa super a vontade, podemos ficar sem culpas. A dica aqui é não fazermos da excessão a regra. Mas esse é só o meu ponto de vista.

Crônica para o portal Negócio Feminino.

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