26-04 2015

Brisa, eu te amo

por Cris Lavratti

Crônica publicada em abril/2013

Chega de mansinho, beija meu rosto, mexe nos meus cabelos e segue seu rumo. Depois vem de novo, torna a beijar-me e continua na estrada deixando um rastro no esvoaçar dos meus cabelos.

Aparece como quem não quer nada e traz a ternura de uma forma tão verdadeiramente pura, capaz de me fazer pairar entre duas dimensões e desligar completamente da vida real, permitindo ao imaginário tomar conta.

Brisa!

Ouço você sussurrar em meus ouvidos os desejos mais secretos da natureza. Consigo ouvir o mar em meio ao asfalto cinza da grande metrópole.

Viaja em meio a todas as doçuras do mundo, em meio a tantas mazelas e tem a habilidade de deixar pelo caminho o que não faz tão bem, basicamente carregando na bagagem aquilo que é leve o bastante para lhe acompanhar: a harmonia e a felicidade.

Tenho a impressão que vocês aprendem uma com a outra: brisa, harmonia e felicidade. E nós, meros mortais, precisamos olhar com cuidado e captar as semelhanças que habitam em cada uma. A leveza é a maior delas. A ternura acompanha. O fluir é como o curso de um rio. A cadência fica por conta das ondas do mar. A melancolia é para nos transportar nos tempos e a pureza é para nos lembrar de onde viemos e para onde vamos.

Na simplicidade você é completa. Fecha e abre os ciclos da vida. Move os cata-ventos das crianças sem pressa. Ensinando que no ritmo certo e no equilíbrio, podemos chegar muito mais longe.

Brisa, sua determinação me inebria e sigo adiante, tão determinada quanto você. Meus olhos se perdem no horizonte e minhas raízes se fixam na minha história, que você não me deixa esquecer, quando traz o perfume do tempo resgatado de outros tempos.

Declaro sem medo algum, o meu eterno e verdadeiro amor. Brisa minha, brisa do mundo, sopro da vida, eu te amo!

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