Carta para Shakespeare

Crônica publicada em fevereiro/2011

Ser ou não ser… Eis a questão! Ou seria: Eis a questão? Para o mundo que eu quero descer! Querido Shakespeare, o que foi que você fez! Se internamente já carregávamos essa interrogativa, depois da célebre peça A tragédia de Hamlet, escrita por suas abençoadas mãos, o mundo virou do avesso, de vez!

Quem sou? Quem quero ser? O que me motiva? Quais as minhas percepções de mundo e como o mundo me percebe? O que significa esse frio na barriga, essa tristeza na alma, esse sorriso no rosto? Ó vida, ó céus! E agora? São tantas as perguntas, e as respostas estão onde? Alguém viu? Alguém já conseguiu alcançar essas verdades por completo?

Será que um dia conseguiremos estar plenos com todas as respostas, com a paz de espírito, com a serenidade dos santos? Meu anjo protetor me ajuda a encontrar o que em mim se perdeu por outros tempos. Onde a juventude brincava e se escondia, para depois se mostrar radiante e com alegria.

Ser é verbo forte, cheio de significados. Ser é mais que poder. Poder, no sentido de voar mais alto, não somente com o corpo, mas com a alma, é o objetivo, e quando o alcançamos, nosso Ser se torna esplêndido. Que busca é essa? Será a da evolução? Acredito que sim. Evoluir, crescer, alcançar, poder e, então, simplesmente, SER! Mas como tudo na vida, é imprescindível QUERER.

A força que nos move está dentro de nós. Nosso motor vai melhorando com a idade, vai ficando mais potente, vamos nos conhecendo e entendendo os percalços e caminhos que a vida nos apresenta. É uma luta diária, um leão por dia, mas estamos aí! Firmes e fortes.

E não se engane com aquelas pessoas que “aparentemente” estão bem, elas também precisam lutar; as batalhas internas, que travamos com nós mesmos, são as mais difíceis e as mais perigosas. Mas o sentimento de vitória é inacreditável. É amor PURO circulando nas veias. É a coragem e a satisfação de que conseguimos fazer a diferença! Isso, sim, nos sacia! Ser ou não Ser. Eis a questão!!!!!!

“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e fechas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim?”

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