26-04 2015

Eu escolho viver

por Cris Lavratti

Crônica publicada em abril/2014

Decisões, escolhas, atitudes. Todos os dias, as tomamos. Desde a hora em que abrimos os olhos, precisamos decidir se iremos somente sobreviver ou se iremos viver com toda a nossa força. Eu escolho a vida e não a sobrevivência. Escolho fazer o que me faz bem, o que me eleva, o que me modifica. Não sou imutável, não gosto das coisas paradas. Gosto sim, de um aconchego, porque até no aconchego estamos em movimento, renovamos as energias.

Gosto da vida quente, morna, mas não fria. Não gosto de frieza, de palavras duras, de socos verbais. Não gosto de mentiras, de máscaras, de falsidade, do politicamente correto, não gosto das cosias frias.

Gosto do calor da sinceridade, da gentileza, da palavra amiga, da ação transformadora, da dignidade e do respeito, gosto da vida assim, morna ou pegando fogo, gosto muito.

Acredito que não devemos zombar dos sentimentos dos outros, nem colocá-los sobre uma mesa gélida de mármore, não devemos julgar sentimentos com o nosso ego, o ego trai, dificulta, exclui, cria muros, castelos de areia.

O amor não. O amor inclui, agrega, constrói pontes, faz com que você venha até mim, faz com que seus olhos cruzem os meus, faz com que os corpos se tornem parte do todo. O amor transmuta. É entrega. Não somente envolvimento. O amor é muito maior que tudo. É único, é o que realmente move o mundo, todas as outras benquerenças provem dele.

Viver com amor é o auge. É quando alcançamos o ponto máximo da nossa existência. É quando as mazelas não mais conseguem invadir nossos pensamentos e se por acaso penetrarem, não terão o mesmo efeito avassalador de antes, pois o nosso equilíbrio se fará presente e nos mostrará o melhor caminho a seguir.

Mas para isso, precisamos estar realmente conectados com o bem, sintonizados com a luz, abençoados pelos céus e por essa terra fértil que habitamos, entregues a vida. E virtudes como a paciência e tolerância serão nossos maiores presentes para nós mesmos. Se nos abatemos, é porque não chegamos ao auge. Só vale lembrar que encontrar o caminho, já é uma dádiva.

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