Medo? Não, coragem!

Crônica publicada em setembro/2011

Acabei de ler uma frase do José Saramago que diz “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”. É engraçado como ela veio no momento certo. Minha vida está a mil, muitas coisas acontecendo, e eu estou pisando no freio, por medo! Nem eu acredito que estou dizendo isso. Mas sim, medo de que os objetivos se percam e de que o lugar comum reine sobre uma história que não tem nada de comum.

Pessoas entram na nossa vida das mais variadas formas, e isso é fato. Uma vez eu escrevi que acredito em todas as formas de relacionamento, desde que sejam sinceras. E o destino veio para me mostrar o quanto isso é real. Mas eu me pergunto: por que, no meio desse turbilhão de sentimentos bonitos, o medo ganhou espaço? E logo comigo, que nunca tive esse preconceito.

Não tenho palavras para descrever o que se passa, e ao mesmo tempo preciso colocar as ideias no lugar. O medo pode até me impedir de ir adiante, mas não é ele que comanda a minha vida, quem comanda é o meu coração, a minha mente, a minha fé. Devemos colocar o medo no seu devido lugar, simplesmente como um alarme que toca em alguns momentos, um alarme que avisa que uma situação pode ser perigosa e só. Nesses casos ele é bem-vindo. Mas nesse que eu estou vivendo agora, ele não é, e eu vou mandá-lo embora. Terei cautela, mas não entregarei os pontos.

Irei me guardar na base da sinceridade. É impressionante, quando percebemos que ela é um cristal que reluz ao brilho de um olhar verdadeiro. É avassalador quando nos damos conta de que duas vidas aparentemente distantes pelo espaço físico podem se cruzar com tanta intensidade, a ponto de ser preciso pelo menos ouvir a voz do outro para passar bem o dia. É maravilhoso ver que o mundo é muito maior que a nossa rua, que a nossa cidade e as relações não se resumem a quem está do nosso lado, elas podem ir bem mais longe.

“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”, é isso mesmo! Simplesmente aceitar os presentes que o universo nos traz, sem afobação ou ansiedade, mas também sem discriminar ou afastar. Afinal, presente é coisa boa, para ser guardado com carinho, dentro do coração. E quem sou eu para ir contra a sabedoria do universo? Sou só uma mulher que acredita na vida e que tem fé na coragem de um dia ser feliz por completo. Nenhum medo pode vencer um grande amor!

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