Nada melhor do que não fazer nada…

Crônica publicada em janeiro/2011

Grande Rita Lee, mulher cheia de coragem e verdade! Concordo com ela. Em muitos momentos o melhor é não fazer nada… só para rolar com alguém que a gente goste, mas estar só também é muito gostoso e necessário.

É uma correria louca no dia a dia, o vai e vem no trânsito, no trabalho e até no lazer. Tudo exige tempo e coragem para ir adiante. E quando chega o final de semana, pensamos, enfim um descanso, mas são tantas programações que na segunda-feira estamos exaustos. É almoço em família, jantar com amigos, uma fugidinhapara a serra ou para a praia e o tempo vai cada vez ficando menor, ele voa!

Nessas férias eu resolvi inverter o jogo! Coloquei a Rita Lee para tocar no carro e viajei rumo à praia. Meus dias serão dedicados a mim. Uma semaninha inteira. E não me venham com essa de egoísmo. O ser humano precisa estar com ele mesmo de vez em quando, sem fazer nada… Somente aquilo que gosta. Abandonei o calor escaldante de Porto Alegre, troquei o asfalto pelo mar e brisa seca pela maresia.

Os motivos são muitos. Primeiro, relaxar de verdade, esvaziar a cabeça e deixar a vida fruir por ela mesma. Acordar quando os olhos despertam, sem horários. Tomar um café da manhã reforçado e escolher o rumo do dia no instante em que ele está acontecendo.

É muito bom não fazer nada, ajuda a buscar auto-conhecimento, a aprender a se respeitar e acima de tudo aprender a conviver consigo mesmo, uma das coisas mais difíceis deste século, onde a velocidade do mundo virtual nos persegue e não nos deixa respirar o ar puro da vida que corre lá fora.

Nada contra as inovações tecnológicas, afinal sou usuária assídua e gosto, mas de vez em quando é bom jogar tudo pro alto e não se conectar por algum tempo. Ler um bom livro, andar pela rua, observar o comportamento do ser humano, meditar, correr, mergulhar, conversar olho no olho… Fazer, como diria meu avô, o “que der na telha”. Vai lá, tenta você também. A sensação de liberdade é uma delícia. SALVE a vida!

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