22-04 2015

O danado do ciúme

por Cris Lavratti

Crônica publicada em novembro/2011

É fato que todas as histórias de amor não são um mar de rosas e que altos e baixos existem. E nessa relação devemos ter em mente uma coisa: sempre pensar antes de falar, pensar antes de agir, principalmente para não magoar demais a outra pessoa a ponto de afastá-la de nós. O ciúme vai existir, e não se engane, será dos dois lados.  Ele vai acontecer em algum momento, às vezes mais, às vezes menos.

Muito cuidado, porque o ruim mesmo, em casos de ciúme, claro, quando não tem um fundamento, é quando é estimulado no parceiro, talvez por insegurança ou qualquer outra coisa – e sinceramente, é feio demais. É claro que estimular esse sentimento que nos tira do prumo de uma forma negativa é a maior furada. Quando amamos devemos preservar, cuidar desse amor. Eu sempre digo, e sei que é clichê, mas o amor é como uma flor, como um jardim… Ele precisa ser cuidado, alimentado e até podado, ser acarinhado, para que lá na frente esteja cada vez mais forte.

Essas baboseiras só atrapalham lindas histórias. Eu me pergunto o porquê de nós, seres humanos, termos essa capacidade de estragar a própria felicidade? Vivemos falando e pedindo aos quatro cantos do mundo que a vida nos brinde com amor, com felicidade, com harmonia, mas nós mesmos tratamos de colocar tudo a perder.

É chocante. Nos boicotamos na cara dura. Queremos, mas fugimos. Tornamos o ser amado descartável. De uma hora para outra, não precisamos mais dele ou de tudo que um dia foi motivo ou ajudou essa união a acontecer. É loucura conceber isso tudo como sendo normal, mas a exceção é que deveria ser a regra.

Se quisermos estar bem conosco e com o nosso amor, cabe a nós parar um pouco antes de sair chutando o balde. Porque, convenhamos, é sempre o outro que vai nos mostrar o quanto erramos e nos trazer de volta à realidade, nos fazendo entender o quanto estamos nos deixando levar por algo bobo. Aí vem aquele calorzinho que acalma o coração, e a gente fica numa boa. O problema aparece mesmo quando esse outro não tem mais vontade de nos mostrar nada.

Portanto, que tal despertar? É duro demais perceber o quanto podemos ser infantis e arriscar algo que é verdadeiro.  Deixar passar aquela pessoa que esteve do nosso lado, realmente, em todos os momentos. E aí? No final das contas, quem vai sofrer em dobro? Com certeza aquele que procurou por isso. Aquele que plantou isso e que esperou que a discórdia desse frutos. Portanto, olhos bem abertos, cuca fresca e coração pegando fogo!

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