Pais anjos

Crônica publicada em agosto/2011

Quando eu tinha sete anos, meu pai fez uma viagem até as estrelas para se tornar um anjo na imensidão azul do céu. Foi um momento muito difícil da minha vida, demorei muito tempo para acreditar que ele não iria mais entrar pela porta da frente com um pão debaixo do braço, como acontecia todos os finais de tarde.

Lembranças… Tenho algumas, guardadas no fundo da minha alma. Lembranças felizes, todas repletas de muito amor. Foram poucos anos de convivência, pelo menos aqui neste plano, mas foram anos bem vividos e cheios de ensinamentos. O mais forte de todos era sempre ser verdadeira e sincera comigo mesma. Parece simples, mas não é. Achar esse equilíbrio de não se magoar é algo realmente difícil, e só hoje, com trinta e poucos anos, eu começo a alcançar essa verdade.

Meu pai é alegria pura, não falarei dele no passado, pois minhas crenças me garantem que ele sempre estará vivo, pode não ser em corpo, mas em espírito. Sua presença sempre será sentida quando a paz invadir meu coração, quando a brisa acariciar o meu rosto, quando a vida se fizer presente de alguma forma.

Uma amiga muito querida disse algo tão lindo que me emocionou profundamente. Ela disse “Feliz Dia dos Pais para nós que temos pais anjos!”. Nossa, ela foi no ponto certo. Pais anjos, sempre a nos guiar e proteger em todos os momentos, na grandiosidade de um amor que nunca terá fim, na eternidade de uma verdade única que só quem é pai e filho consegue alcançar.

Pai, te amo para sempre! Obrigada por estar presente na minha vida! Nos encontraremos novamente do lado de lá, com certeza, para sempre juntos ficar!

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