Respostas

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.”
Friedrich Nietzsche

No meu hoje. Não vivo em busca de respostas, como outrora. Já sei um tanto sobre mim, imensidão, serenidade e tempestades. Conheço meus limites e minhas lutas. Conheço meu coração, meu olhar justo, meus passos. Conheço as verdades do que sinto, as nuances, as vitórias.

Hoje, estou segura do meu valor e nada do que digam irá estremecer quem sou. Pois me conheço e me conhecendo não preciso diminuir ninguém, para me fazer grande ou satisfazer meu ego. Silencio na verdade, que é uma só. E nela confio.
Me aceito inteira. Cresço com meus erros. Tenho sangue quente e não suporto opressão, não suporto me sentir presa, acorrentada. Me completo na liberdade. Liberdade de ser quem sou, sem precisar me submeter a intrigas, maldades, línguas afiadas. Tenho quarenta anos. E meu espaço é sagrado.
Meus vacilos acontecem quando abro mão desse espaço sagrado por muito tempo. Afinal, sou feita de ossos e carne e não tenho sangue de barata. Cansei de lutar com monstros. Cansei das ilusões das aparências. Não preciso delas.
Sei que ainda posso cair em armadilhas, pois ando por aí de coração aberto. Mas um dia as máscaras caem e elas sempre caem e a verdade única surge com a clareza e o discernimento de quem consegue enxergar a vida sem a lente da preguiça, do orgulho e da comodidade.
Basta olhar de fora. Olhar o todo. Olhar a vida como ela é. E perceber que os fatos, quando repetidos, mais de uma vez e com mais de uma pessoa, falam por si só. Basta olhar de fora. E se dar conta de que a vida é muito maior, que o amor é vencedor e que o que está escrito, ninguém separa.
Não vou mais encarar o abismo de frente. Escolho o horizonte e todas as possibilidades que vem com ele. E assim, sigo, com minha família no coração e prezando sempre pela felicidade dos meus, que é a minha.

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